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  • Andre Martins

“NADA DE NOVO NO FRONT!” ALEMA: Caso analisado pelo STF reforça nomeação de Aldenir…

Caso analisado pelo STF reforça nomeação de Aldenir.

Ao se manifestar sobre nomeação de pessoa com os direitos políticos suspensos em cargo público, Alexandre de Moraes, diz que tema é de grande relevância para reinserção social.


Foto: divulgação

Nomeação do ex-prefeito de Urbano Santos, Aldenir Santana Neves, para o cargo de secretário do Gabinete da presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), Iracema Vale (PSB), segue sendo alvo de alguns setores da imprensa. Na semana passada, o blog mostrou que a habilidade do ex-prefeito na Alema é o que mais incomoda, pois o chefe de gabinete deve auxiliar a presidente da Casa com foco na articulação.


Na tentativa de constranger a chefe do legislativo estadual, os adversários usaram agora a Lei Estadual 9.881 [Lei da Ficha Limpa do Servidor Público], para destacar violação o parágrafo II, do Art. 1º da norma, que dispõe sobre a proibição de nomeação de “pessoas que forem condenadas em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 anos após o cumprimento da pena, pelos crimes (…) no âmbito dos órgãos do Executivo e Legislativo”.


O que diz O STF?


No Supremo Tribunal Federal (STF), guardião da Constituição Federal, tramita uma matéria objeto de Recurso Extraordinário (RE) que teve repercussão geral reconhecida pela Corte (Tema 1.190). Trata-se, por tanto, de um caso em análise para decidir se pessoas com os direitos políticos suspensos e em débito com a Justiça Eleitoral, em razão de condenação criminal definitiva, podem tomar posse em cargo público.

O gozo de direitos políticos é um dos requisitos para investidura em cargo público previstos no artigo 5° do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis (Lei 8.112/1990).


Como o STF possui a alta responsabilidade de garantir a autoridade da norma constitucional em todo o país e a quem cumpre dar a última palavra em matéria de interpretação dos princípios e regras estabelecidos no ordenamento, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, se manifestou sobre a repercussão do tema.


O magistrado explicou que a questão a ser analisada é se, em nome dos princípios constitucionais da proporcionalidade e da dignidade da pessoa humana e do caráter ressocializador da pena, a pessoa nessa situação pode ser investida em cargo público.


Moraes acredita que por ser um tema de grande importância para o cenário político, social e jurídico, não interessa apenas às partes envolvidas.

“Está em jogo a ponderação entre as legítimas condições legais e editalícias para o exercício de cargo público e a necessidade de estimular e promover a reinserção social da pessoa condenada criminalmente”, afirmou.

Ou seja, um caso semelhante ao que vem sendo questionado pelos críticos do ex-prefeito de Urbano Santos quanto a sua nomeação. Antes de ser nomeado na Assembleia, Aldenir foi assessor da Câmara Federal, atuou como secretário de Administração do município e como funcionário da área administrativa da Superintendência da Polícia Federal no estado, o que reforça ainda mais o seu perfil para assessorar a presidente do Legislatiiva.


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